DESEMPENHO AMBIENTAL
A gestão do desempenho ambiental na Embraer está fundamentada na conscientização e capacitação de todos os empregados, na melhoria contínua de ações sobre o tema e no monitoramento de processos, atividades e resultados previstos no Sistema Integrado de Gestão para o Meio Ambiente, Saúde, Segurança no Trabalho e Qualidade (SIG-MASSQ) (veja pág.37).
O SIG-MASSQ integra os dados referentes ao impacto ambiental de todas as unidades do Brasil e seus indicadores agregados são: efluentes líquidos, resíduos sólidos, emissões atmosféricas, água, energia elétrica e gases de efeito estufa (GEE).
Como reflexo de suas iniciativas ambientais, a Empresa possui, desde 2002, a certificação ISO 14001, que é avaliada anualmente pela entidade certificadora
ABS – Quality. Além disso, desde dezembro de 2007, a
Embraer promove a gestão corporativa de suas diretrizes ambientais, através do Plano Diretor de Meio Ambiente.
O nosso compromisso com a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais se estende inclusive pelo atendimento irrestrito a todos os requisitos legais e normas ambientais em todos os países em que a Embraer mantém unidades ou comercializa seus produtos.
No ano de 2010, com base no Programa de Excelência Empresarial Embraer (P3E) e no Programa Comportamental, foram incluídos novos requisitos ligados ao meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, sendo estabelecidas metas departamentais de redução do uso de recursos naturais e de acidentes do trabalho.
No que tange a ecoeficiência, em 2010 iniciou-se o levantamento de possíveis projetos de eficiência energética e de racionalização de consumo de água nos diferentes processos produtivos e administrativos. Durante o corrente ano, a Embraer está avaliando metas de longo prazo no que se refere aos aspectos ambientais de suas operações e processos.
Quanto ao desenvolvimento de produtos, teve início, no segundo semestre de 2010, um projeto para introduzir requisitos ambientais nos produtos Embraer, em todo seu ciclo de vida.
Durante o ano de 2010, a Embraer continuou a apoiar diferentes projetos de desenvolvimento do bioquerosene para a aviação através de diferentes parcerias tecnológicas, além de ser membro fundador da Aliança Brasileira para Bioquerosene de Aviação – ABRABA.
Desenvolvimento de Produtos
GRI 4.17 | EC2 | EN6 | EN26 | EN27
A indústria global de transporte aéreo é responsável por cerca de 2% das emissões de gases de efeito estufa gerados por ação humana6. O crescimento dessa indústria nas últimas décadas, aliado ao aumento de eficiência, evitou que o cenário atual fosse mais representativo. No entanto, com o constante crescimento do tráfego aéreo, a previsão é de que essa proporção aumente nos próximos anos.
Em resposta, a aviação civil como um todo – empresas aéreas, fabricantes de aeronaves, sistemas aeroportuários e de controle de tráfego aéreo – vem trabalhando coordenadamente numa série de metas para reduzir seu impacto ambiental, de forma a manter-se como instrumento de crescimento econômico. Essas metas incluem: melhoria da eficiência de combustível de 1,5% até 2020, limitar as emissões da indústria a partir de 2020 e reduzir em 50% as emissões da indústria até 2050, tendo como linha de base, o ano de 2005.
Para isso, investimos de forma consistente em atividades de desenvolvimento tecnológico a fim de atender esse desafio. O plano de desenvolvimento tecnológico da Embraer prioriza iniciativas que buscam a melhoria de desempenho dos produtos e mitigação de seus impactos ambientais.
Dentre as iniciativas de inovação e de aumento da eficiência, destacam-se os seguintes projetos:
- Aprimoramento aerodinâmico dos aviões
- Uso intensivo de materiais mais leves reduzindo o peso estrutural das aeronaves
- Desenvolvimento de aeronaves com mais sistemas elétricos, menos dependentes da energia gerada pelo motor
- Pesquisa de combustíveis alternativos, entre eles o biocombustível
- Atuação no desenvolvimento de novas gerações de motores, em cooperação com os fabricantes de sistema de propulsão
- Pesquisa de novas tecnologias para redução dos níveis de ruído, interno e externo, com o objetivo de ampliar o conforto dos passageiros
e causar menor impacto sonoro nas áreas aeroportuárias
No segundo semestre de 2010, teve início projeto para introduzir requisitos ambientais e avaliar os impactos dos produtos Embraer ao meio ambiente, durante todo seu ciclo de vida, ou seja:
- Concepção
- Certificação
- Processo produtivo
- Operação no cliente
- Descarte
Desenvolvimento do Bioquerosene
Empresas e instituições ligadas aos setores aéreo, agrário e de energia vêm realizando diversas atividades e projetos no intuito de contribuir para o desenvolvimento de combustíveis alternativos sustentáveis para a aviação.
O objetivo da indústria é desenvolver soluções eficazes para reduzir seu impacto ambiental e garantir a sustentabilidade do crescimento desse importante meio de transporte, através do uso de biocombustíveis sustentáveis, que não contribuam para o desflorestamento, entre outros possíveis prejuízos ao meio ambiente.
A Embraer apoia o desenvolvimento e introdução dos biocombustíveis como alternativa sustentável de longo prazo à aviação. Como integrador, cabe a Empresa avaliar o impacto dos novos combustíveis em suas plataformas.
Em novembro de 2009, Embraer, General Electric e Amyris assinaram um memorando de entendimento para avaliar os aspectos técnicos e de sustentabilidade do combustível renovável produzido pela Amyris, a partir da cana de açúcar. Essa iniciativa resultará em 2012, em um voo de demonstração de um E-Jet da Embraer, de propriedade da Azul Linhas Aéreas e que utiliza motores GE.
A Embraer tem participado de diferentes iniciativas da indústria que visam dinamizar o desenvolvimento e produção de bioquerosene, entre as quais: a ABRABA – Aliança Brasileira para Biocombustíveis na Aviação; a iniciativa internacional SAFUG – Sustainable Aviation Fuel Users Group; o Consórcio Europeu SWAFEA – Sustainable Way for Alternative Fuels and Energy for Aviation; e a iniciativa americana CAAFI – Commercial Aviation Alternative Fuels Initiative.
GRI 4.13 | 4.17 | SO5
Aliança Brasileira para Biocombustíveis na Aviação – ABRABA (www.abraba.com.br)
Motivada pela crescente demanda em atender os requisitos para a redução de emissões de gases do efeito estufa na aviação, bem como fornecer caminhos para a segurança energética do Brasil, a Aliança Brasileira para Biocombustíveis na Aviação – ABRABA – coloca-se como um fórum para discutir os diversos aspectos do desenvolvimento de biocombustíveis aeronáuticos sustentáveis, que posicione o Brasil como um dos principais protagonistas mundiais nessa tecnologia, a exemplo do que já é realizado no transporte terrestre.
A ABRABA acredita que a utilização de biocombustíveis sustentáveis produzidos a partir de biomassas é fundamental para manter o crescimento da indústria de aviação em uma economia de baixa emissão de carbono. A meta é a obtenção de biocombustíveis com níveis equivalentes de qualidade, segurança de uso, custo e capacidade produtiva adequada, em relação aos combustíveis derivados de petróleo.
Em diferentes regiões do mundo, empresas aéreas e fabricantes de aviões têm realizado voos utilizando combustíveis alternativos, principalmente bioquerosene misturado ao querosene convencional de aviação, com o objetivo de demonstrar a viabilidade técnica desses combustíveis renováveis. Entre 2008 e 2010, foram realizados oito voos de demonstração com biocombustíveis produzidos a partir de diversas matérias-primas, um dos quais, no Brasil, utilizando o pinhão-manso produzido no País.
Capacitação Tecnológica Nacional
GRI EN18 | EN26
O engajamento do Brasil em projetos de desenvolvimento de combustíveis alternativos capacitará agricultores, técnicos e indústrias a criar uma base tecnológica consistente. Entre os benefícios que o estabelecimento de uma política específica e com vistas ao futuro da aviação traria para o país estão:
- O desenvolvimento tecnológico entre academia, agências reguladoras e organismos privados
- A inserção da indústria nacional no mercado de combustíveis alternativos
- O engajamento do setor agrícola e instituições de pesquisa visando à busca de material genético de alta produtividade
e o desenvolvimento produtivo de culturas agroenergéticas adequadas às condições do solo e do clima brasileiro
- A valorização das biomassas produzidas no país
- A avaliação dos impactos da utilização de biocombustíveis sustentáveis para a aviação
- A segurança e independência energética para a aviação de defesa
Sistema de Gestão Ambiental
O Sistema Integrado de Gestão para o Meio Ambiente, Saúde e Segurança no Trabalho e Qualidade (SIG-MASSQ) é responsável pela gestão e monitoramento dos processos relacionados ao tema, buscando sempre a melhoria contínua. Os esforços empreendidos ao longo dos anos resultaram na certificação da Empresa na OSHAS 18001 e na ISO 14001, além da manutenção dessas certificações ao longo dos anos. Em 2010, todas as unidades da Empresa no Brasil possuíam objetivos e metas alinhadas ao gerenciamento de emissões atmosféricas, resíduos e recursos naturais.
A Embraer reforçou seu sistema de gestão ambiental através do P3E, adotando nos critérios de elegibilidade das certificações (bronze, prata e ouro) de cada célula, requisitos relacionados ao meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, destacando-se: não ter não conformidades pendentes ou sem plano de ação; atender plenamente todas as legislações; manter as planilhas de aspectos e impactos ambientais atualizadas e monitoradas; realizar a auto-avaliação do SIG-MASSQ.
As células responsáveis por projetos ou resultados diretamente ligados ao Plano Diretor de Meio Ambiente, possuem indicadores de acompanhamento da evolução das ações empreendidas.
A Embraer desenvolve suas atividades com foco na eficiência de seus processos e na alta qualidade em seus produtos. Alinhada a essas diretrizes, observa as questões de saúde e segurança, qualidade de vida de seus empregados, bem como o desenvolvimento socioeconômico e o bem-estar das comunidades que se relaciona, através de programas educacionais e de melhoria da gestão de organizações da sociedade civil.
Ecoeficiência
Além de todas essas ações, a Embraer tem ainda a CICEA (Comissão Interna de Energia Elétrica e Água), que dissemina idéias, informações e tecnologias, visando à conscientização dos empregados quanto a necessidade de economia desses recursos.
Consumo de Energia Elétrica
GRI EN4 | EN7
No Brasil, as unidades da Embraer compram energia elétrica das concessionárias de energia das regiões onde estão situadas. Em 2010, foram adquiridos 421 mil GJ.
No que tange aos projetos de redução do consumo de energia, em 2010 iniciamos a substituição das luminárias na unidade Faria Lima (São José dos Campos), onde 80% dessas já foram trocadas, trazendo uma economia de 16 GJ/ano. As cerca de três mil luminárias remanescentes estão sendo trocadas ainda neste ano.
Outro investimento para 2011 será a troca de 750 aparelhos de ar condicionado, que trarão uma redução no consumo de 6 GJ/ano. Além disso, outros projetos serão avaliados dentro do plano de definição das metas de ecoeficiência da Embraer.
Nesse âmbito, desde 2008 os trabalhos são realizados em parceria com a Escola de Engenharia Elétrica da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) de Guaratinguetá
GRI EN5
Consumo de Energia [mil GJ]

O Sistema Integrado de Gestão para o Meio Ambiente, Saúde e Segurança no Trabalho e Qualidade, é responsável pela gestão e monitoramento dos processos relacionados ao tema, buscando sempre a melhoria contínua.
Consumo de Energia Direta Discriminada por Fonte de Energia Primária
GRI EN3
| Fontes [GJ unidade] |
2010 |
2009 |
2008 |
| Óleo Combustível Pesado |
2.600 |
4.143 |
7.272 |
| Óleo Diesel |
358 |
687 |
1.061 |
| Gasolina |
2.111 |
1.662 |
297 |
| Diesel |
6.293 |
14.745 |
5.726 |
| Gasolina de Aviação |
32 |
49 |
429 |
| Querosene de Aviação |
361.868 |
359.904 |
495.142 |
| Etanol |
1.934 |
5.019 |
5.633 |

Consumo de Água
A Embraer vem identificando e intensificando ações de redução de consumo de água em seus processos produtivos e administrativos.
Em 2010, a redução do consumo chegou a 40.450 m3
nas unidades do Brasil. Essa economia foi proveniente de investimentos nos processos produtivos, instalação de torneiras temporizadas nos banheiros, com redução de até 60% no consumo de água, e implementação de projetos de reutilização de água. Para 2011, está planejada a continuidade desses projetos, a intensificação de estudos de melhoria e a modernização das cabines de pintura.
Em diferentes processos produtivos nas unidades da Faria Lima e Gavião Peixoto, há o reuso de 831 m3/mês.
O consumo total de água nas unidades Brasil em 2010, foi de 564 m3 x 1000.
Durante o ano de 2011, continuaremos a avaliar alternativas para a redução do consumo de água, também como parte do plano de definição de metas de ecoeficiência da Embraer.
GRI EN8 | EN10
| unidade |
iniciativa |
reuso |
| Gavião
Peixoto |
Irrigação de árvores
e jardins com água reutilizada |
281 m3/mês (em época de estiagem) |
Faria Lima
(São José
dos Campos) |
Reuso nas torres, lavadores de gases e cabine de pintura do F-113 |
550 m3/mês |
Proteção da Biodiversidade
As unidades da Faria Lima, Eugênio de Melo, Botucatu, Taubaté e ELEB não possuem áreas protegidas. Apenas a unidade de Gavião Peixoto (GPX) possuía uma demanda que foi finalizada no ano de 2010 (conforme Licença Prévia 000373, datada de 8 de dezembro de 2000), que solicitava uma Área de Preservação Permanente (APP) de 200 hectares, para uma área total de 1.693,39 hectares.
Desde 2001, na unidade GPX, a Embraer promove a recomposição de uma área de 356,71 hectares, plantando 91 espécies de mudas nativas da região. Esse processo de recuperação ambiental está amparado pelo Projeto de Restauração Florestal aprovado pelo Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (DEPRN).
Da área recuperada, 32,38 hectares representam área de preservação permanente e 328,74 hectares área de reserva legal. Em 2010, foram plantadas 35.200 árvores em 23 hectares, totalizando 594.200 árvores, 100% da área total prevista para o projeto (356,71 hectares). O reflorestamento da área permite a recomposição do ecossistema local e a volta da vida silvestre à região.
Outra área de preservação está localizada próxima à unidade de Botucatu, onde a Embraer adquiriu uma área de três hectares de cerrado, a fim de promover compensação ambiental solicitada pelo DEPRN, devida ao impacto causado na vegetação existente pelas ampliações prediais que ali ocorreram. Dessa forma, a Embraer iniciou em 2009 um projeto para criação nesse local, de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A RPPN é uma unidade de conservação privada legalmente instituída pelo poder público. Trata-se de um ato voluntário do proprietário, que transfere a propriedade da terra ao Estado, porém mantém a posse da área, que passa a ser isenta do pagamento de imposto territorial.
Na RPPN podem ser promovidas atividades de pesquisa científica, bem como a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais, inclusive com apoio de universidades, entidades e órgãos públicos. Para organização do uso e preservação do espaço natural, a Embraer realiza, desde 2009, um plano de manejo, com levantamento de fauna e flora, e tão logo o processo seja terminado, realizará a divulgação da existência da área para a comunidade.
GRI EN11 | EN12 | EN13
Em 2011, o Instituto Embraer de Educação e Pesquisa lançou o Centro Embraer de Educação Ambiental Jequitibá, que ocupa uma área de 250 mil metros quadrados, e tem seu nome em homenagem a um jequitibá com mais de 500 anos existente no local. O projeto é uma parceria com as secretarias de educação e de meio ambiente do município de São José dos Campos, universidades locais e organizações não governamentais. O objetivo é promover a conscientização ambiental dos estudantes da rede pública de ensino e contribuir com a qualificação profissional de professores e moradores da comunidade local.
GRI EN14
Emissões, Efluentes e Resíduos
Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
A emissão de gases de efeito estufa (GEE) também é preocupação na Embraer. A partir de processo estabelecido em 2007, realizamos anualmente o inventário de GEE de acordo com padrões do WRI/WBCSD. Em 2010, a Embraer realizou pelo segundo ano consecutivo, a auditoria de seu inventário de emissões de GEE com o objetivo principal de validar os dados e melhorar seu processo de levantamento. Essa auditoria segue a norma ISO 14064 – Gases de Efeito Estufa: Parte 1 – Especificação para a Quantificação, Monitoramento e Relato de Emissões e Remoções de Entidades. A auditoria foi realizada pela certificadora LLoyd's Register Quality Assurance.
Buscamos continuamente reduzir nossas emissões através de diferentes projetos de melhoria de eficiência como redução de consumo de energia elétrica, logística interna de produtos em produção e consumo de querosene dos voos técnicos e corporativos.
As unidades Embraer no Brasil registraram as seguintes emissões de GEE:
| Toneladas de CO2 equivalente |
2010(2) |
2009(1) |
2008 |
| Escopo 1 – Emissões diretas |
41.728 |
36.990 |
48.100 |
| Escopo 2 – Emissões indiretas |
6.360 |
2.951 |
6.215 |
| Escopo 3 – Outras emissões indiretas |
22.390 |
23.249 |
22.390 |
1. Os valores divulgados no relatório anterior, referentes ao inventário de 2009, eram estimados e sofreram ajustes após a auditoria do processo de certificação ISO 14064.
2. Estimativa preliminar. Pode ser alterada em função de revisão nos dados de entrada ou ampliação nos limites do inventário, durante auditoria.
GRI EN16 | EN17 | EN19

Iniciativas Voluntárias de Relato do Inventário de GEE
Aderente as diferentes iniciativas voluntárias de relato de emissões de GEE, a Embraer participa desde 2007 do Programa Brasileiro do GHG Protocol, como um de seus membros fundadores e em 2010, obtivemos o selo Prata. Em 2008, a Empresa aderiu também o Carbon Disclosure Project.
Além de proporcionar um melhor entendimento e posicionamento em relação ao tema, a adesão a essas iniciativas proporciona à Empresa um melhor relacionamento com públicos de interesse e um aumento na sua capacidade de participar na definição de políticas públicas de mercado de carbono, entre outras vantagens competitivas.
GRI EN18
Emissões de MP, SOx, NOx e VOC
A Embraer tem como objetivo até 2012, reduzir em 20% as emissões de VOC em relação aos valores de 2008. Durante o ano de 2010, foi realizada transferência das instalações de usinagem química da unidade Faria Lima para a unidade Botucatu, com a instalação de uma nova tecnologia de controle e exaustão, que permitirá a redução de emissão de VOC prevista em 7,0 toneladas/ano.
Para os próximos anos, está definido o plano de investimento em diferentes processos:
- Automatização do processo de pintura com instalação de robôs na maior cabine de pintura da unidade Faria Lima
- Instalação de sistema de recuperação de solvente na área de pintura de peças primárias, com reutilização do solvente em processos de limpeza de peças na unidade Faria Lima
A descarga total de material particulado, compostos orgânicos voláteis, óxidos de enxofre e de nitrogênio nas operações de todas as unidades do Brasil são mostradas na tabela a seguir.
| Emissões Atmosféricas – Unidades Brasil |
2010 |
2009 |
2008 |
| Material Particulado – MP |
17,68 |
7,34 |
6,67 |
| Óxidos de Enxofre – SOx |
3,29 |
1,95 |
4,90 |
| Óxidos de Nitrogênio – NOx |
55,75 |
16,04 |
16,96 |
| Compostos Orgânicos Voláteis – VOC |
24,30 |
25,05 |
21,83 |
Os resultados da Unidade ELEB passaram a ser reportados a partir de 2010, juntamente com o monitoramento das emissões em suas cabines de pintura e lavadores de gases. Os valores de 2010
estão dentro dos limites legais. Oportunidades de melhorias para 2011 estão sendo avaliadas, com relação às emissões de NOx (25 t em 2010).

Efluentes e Resíduos
Os efluentes e resíduos gerados nos diversos processos produtivos são tratados de acordo com as mais restritivas normas vigentes. No que tange aos resíduos, os principais processos geradores são: produção de material composto, tratamento de superfícies, pintura de aeronaves e usinagem de peças.
Os materiais perigosos recebem cuidado especial ao serem descartados. Aproximadamente 99,3% dos resíduos perigosos das unidades no Brasil seguem para empresas que coprocessam ou reciclam o material descartado. Segue abaixo alguns exemplos de destinação desses resíduos:
- As lâmpadas fluorescentes descartadas são recicladas. O mercúrio que possuem é utilizado na produção de termômetros, o alumínio é reaproveitado para fazer latas e o pó químico é utilizado para fabricar cerâmica
- Latas, filtros, tecidos de limpeza e restos da tinta são utilizados em fornos de fabricação de cimento de construção civil
- A lama química, sobra dos tratamentos de superfície e usinagem química, é transformada nos óxidos metálicos usados em acabamento de pisos e azulejos
Em 2010, as unidades do Brasil geraram aproximadamente 12,8 mil toneladas de resíduos, um decréscimo de 6 % em relação a 2009.
Para os materiais não perigosos, a Embraer gerou 10 mil toneladas, onde 80% são enviados para reciclagem, 3% para recuperação, 16% para aterro sanitário e 1% é enviado para compostagem.
A Embraer gerou 2,7 mil toneladas de resíduos perigosos, o que representou redução de 5% em relação a 2009. A Empresa tem como principal diretriz não enviar esses resíduos para aterros industriais. Dessa forma, 54% dos resíduos perigosos seguem para o coprocessamento em fornos de cimento; 44% são reaproveitados como matéria-prima de outros processos produtivos fora da Embraer; e o restante passa por processo de descontaminação, recuperação ou esterilização.
| Método de Disposição de Resíduos por Tipo e Peso [Kg] |
Tipo de resíduo |
2010 |
2009 |
2008 |
| Reciclagem |
perigosos |
1.187.967 |
1.422.931 |
4.445.899 |
| não perigosos |
8.115.998 |
8.134.672 |
11.996.495 |
| Descontaminação |
perigosos |
21.984 |
12.651 |
23.305 |
| Recuperação |
perigosos |
11.323 |
14.505 |
14.319 |
| não perigosos |
324.000 |
331.000 |
247.00 |
| Esterilização (autoclave) |
perigosos |
1.588 |
1.598 |
300 |
| Aterro Sanitário |
não perigosos |
1.627.735 |
2.416.923 |
2.900.797 |
| Compostagem |
não perigosos |
134.240 |
0 |
0 |
| Coprocessamento |
perigosos |
1.449.824 |
1.366.860 |
1.477.041 |
| Total |
|
12.874.659 |
13.701.140 |
21.105.156 |
GRI EN22 | EN24
Descarte Total de Água, por Qualidade e Destinação
GRI EN21 | EN25
Em relação aos efluentes industriais, as unidades Faria Lima, Eugênio de Melo, ELEB e Botucatu realizam o descarte na rede de esgoto da concessionária, Sabesp, após tratamento próprio, conforme Decreto nº 8468, de 8 de Setembro de 1976, artigo 19 A. Os volumes descartados por essas unidades são apresentados no gráfico abaixo.
Em 2010, a unidade Botucatu agregou novos processos de tratamentos de superfície e usinagem química sendo a principal causa do acréscimo de 13% na geração de efluentes em relação a 2009.
Na unidade Gavião Peixoto é realizado o tratamento físico-químico dos efluentes industriais, para posterior descarte no Córrego da Mulada, conforme Decreto Nº 8468, de 8 de Setembro de 1976, artigo 18 A. Os volumes descartados nessa unidade são apresentados na tabela a seguir:
No ano de 2010, a unidade Gavião Peixoto agregou duas novas cabines de pintura ao seu processo produtivo, totalizando quatro cabines em operação. Além disso, iniciou o processo de limpeza técnica dessas cabines, o que contribuiu também para o aumento em 89% na geração de efluentes industriais.
Melhorias Relacionadas ao
Meio Ambiente, por Unidade
A Embraer promoveu a modernização da galvanoplastia – substituição das embalagens de madeira por dispositivo retornável na unidade ELEB – e substituição dos equipamentos Bright Shot e Shot Peening, reduzindo assim a geração de microesferas de vidro e a exposição dos empregados ao ruído.
Na unidade Faria Lima houve otimização de rota interna de transporte de materiais e aeronaves, com redução de quilometragem percorrida e consequente redução na emissão de CO2.
GRI EN18
Entre as melhorias realizadas na unidade Botucatu destacam-se: a troca da matriz energética de gás OC4 para GLP, redução do consumo de energia elétrica, substituição da exaustão da câmara de pintura com retirada de exaustores axiais, instalação de exaustores centrífugos com velocidade controlada, maior desempenho no circuito de distribuição de ar comprimido com a interligação das centrais de ar, redução do consumo de água, reuso na estação de tratamento de efluentes com aproveitamento do efluente tratado da ETEI para abastecimento dos lavadores de gases e, troca do aquecimento por água, por resistência seca nas rampas do refeitório.
GRI EN5 | EN10
Efluentes Industrias [m3/ano] |
Efluentes Industrias [m3/ano] |

Principais parâmetros de descarte: pH 6 a 10, Sulfeto 1,0 mg/l,
Cromo hexavalente 1,5 mg/l, Sólidos Suspensos Totais até 20ml/l e
Cromo total 5,0 mg/l. |

Principais parâmetros de descarte: pH 5 a 9; DBO: 60mg/l ou 80% de redução,
Sólidos Suspensos Totais até 1,0 ml/l e Cromo total 5,0 mg/l.
|