2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E PRÁTICAS CONTÁBEIS
2.1 Apresentação das Demonstrações Financeiras
Estas demonstrações financeiras incluem as demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com os International Financial Accounting Standards – IFRS e as demonstrações financeiras individuais da Controladora, preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais diferem do IFRS somente no que se refere a avaliação dos investimentos em controladas pelo método da equivalência patrimonial, uma vez que para o IFRS é utilizado o método do custo ou valor justo.
a) Base de preparação
As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a avaliação de ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo contra o resultado do exercício.
A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas críticas. Isso requer da administração julgamento para aplicação das políticas contábeis da Companhia. As demonstrações financeiras da Companhia incluem, portanto, estimativas referentes à contabilização de certos ativos, passivos e outras transações. As áreas envolvendo alto grau de julgamento ou complexidade, ou ainda, áreas onde premissas e estimativas são relevantes para preparação das demonstrações financeiras, estão descritas na Nota 3. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas.
b) Demonstrações financeiras consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas da Companhia foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com os International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Os IFRS compreendem: (i) os IFRS; (ii) os International Accounting Standard (IAS); e (iii) as Interpretações originadas do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) ou anteriormente Standing Interpretations Committee (SIC). As demonstrações financeiras consolidadas apresentadas de acordo com os IFRS são equivalentes às apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP).
Estas demonstrações financeiras consolidadas são as primeiras apresentadas de acordo com os IFRS pela Companhia. As principais diferenças entre as práticas contábeis adotadas anteriormente pela Companhia ("antigo padrão contábil brasileiro") e os IFRS, incluindo as reconciliações do patrimônio líquido e do resultado abrangente, estão descritas na nota 5.
As demonstrações financeiras consolidadas incluem os saldos das contas da: (i) Controladora e de todas as subsidiárias que a Embraer, direta ou indiretamente, tem a maioria no capital da subsidiária ou o controle de gestão; (ii) entidades de propósitos específicos (EPE's) que a Companhia tem controle; e (iii) fundo de investimentos exclusivos, como segue:
ELEB – Equipamentos Ltda. – ELEB – localizada em São José dos Campos, Estado de São Paulo, Brasil, com participação da Embraer de 99,99% no capital social dessa subsidiária. A ELEB produz e vende equipamentos hidráulicos e mecânicos de alta precisão para serem utilizados na indústria aeronáutica, substancialmente em aeronaves da Embraer, e possui como subsidiária integral a ELEB Aerospace, Inc. domiciliada em Delaware, Estados Unidos, com base operacional no Estado de Kansas, Estados Unidos, cujas atividades estão em fase de encerramento.
Embraer Aircraft Holding Inc. – EAH – subsidiária integral, domiciliada em Fort Lauderdale, Estados Unidos, engloba atividades corporativas e institucionais e tem as seguintes subsidiárias localizadas nos Estados Unidos:
- Embraer Aircraft Customer Services, Inc. – EACS – realiza vendas de peças de reposição, serviços e apoio ao produto a clientes nos Estados Unidos, Canadá e Caribe;
- Embraer Aircraft Maintenance Services Inc. – EAMS – tem como atividade a prestação de serviços de manutenção de aeronaves e componentes;
- Embraer Training Services – ETS – domiciliada em Delaware, Estados Unidos, engloba atividades corporativas e institucionais e tem como subsidiária a Embraer CAE Training Services – ECTS – domiciliada em Delaware, Estados Unidos, controlada pela ETS com participação de 51% no capital social e tem como atividade a prestação de serviços de treinamento de pilotos, mecânicos e tripulação;
- Embraer Executive Jet Services, LLC – EEJS – domiciliada em Delaware – Estados Unidos, tem como atividade a prestação de serviços de suporte pós-venda e manutenção de aeronaves executivas;
- Embraer Services Inc. – ESI – presta suporte nos Estados Unidos da América aos programas do mercado de defesa e comercial;
- Embraer Executive Aircraft, Inc. – constituída em 2008, está domiciliada em Delaware, com base operacional em Melbourne, Flórida, nos Estados Unidos, tem como atividade a montagem final e entrega do jato executivo Phenom.
Embraer Asia Pacific PTE Ltd. – EAP – subsidiária integral, domiciliada em Cingapura, tem como atividade a prestação de serviços de suporte pós-venda na Ásia.
Embraer Australia PTY Ltd. – EAL – subsidiária integral, domiciliada em Melbourne, Austrália, tem como objetivo prestar serviços de suporte pós-venda para os clientes da Oceania, Ásia e região. Atualmente as atividades dessa subsidiária estão paralisadas
Embraer Aviation Europe SAS – EAE – subsidiária integral, situada em Villepinte, França, engloba atividades corporativas e institucionais e tem as seguintes subsidiárias:
- Embraer Aviation International SAS – EAI – domiciliada em Villepinte, França, realiza venda de peças e presta serviços de suporte pós-venda na Europa, África e no Oriente Médio;
- Embraer Europe SARL – EES – domiciliada em Villepinte, França, tem como atividade a representação comercial da Companhia na Europa, África e no Oriente Médio.
Embraer Credit Ltd. – ECL – subsidiária integral, domiciliada em Delaware, Estados Unidos, tem como atividade o apoio às operações de comercialização de aeronaves.
Embraer GPX Ltda. – GPX – subsidiária com participação da Embraer de 99,99% no capital social, constituída em 2006, localizada em Gavião Peixoto, São Paulo, Brasil, tem como atividade principal a exploração de serviços de manutenção de aeronaves, tendo iniciado suas operações em outubro de 2009.
Embraer Overseas Ltd. – EOS – subsidiária integral, domiciliada nas Ilhas Cayman, tem atividade restrita à realização de operações financeiras, incluindo a captação e aplicação de recursos, operações de mútuo para as empresas do Grupo Embraer.
Embraer Representation LLC – ERL – subsidiária integral, domiciliada em Delaware, Estados Unidos, tem como atividade a representação comercial e institucional da Companhia.
Embraer Spain Holding Co. SL – ESH – subsidiária integral, domiciliada na Espanha, tem como objetivo coordenar os investimentos em subsidiárias no exterior, inclusive aquelas voltadas às atividades de suporte à comercialização de aeronaves e gestão dos ativos provenientes dessas operações. As atividades da ESH são operacionalizadas por suas seguintes subsidiárias:
- Airholding SGPS, S.A. – domiciliada em Portugal, com participação da ESH de 70% no seu capital social, possui como atividade preponderante a participação em 65% do capital votante da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal S.A. ("OGMA"), uma companhia portuguesa de manutenção e produção aeronáutica que tem como acionista também a Empresa Portuguesa de Defesa – EMPORDEF, com 35% do capital votante;
- ECC Investment Switzerland AG – domiciliada na Suíça, possui participação de 100% no capital das subsidiárias ECC Insurance & Financial Co. Ltd. – ECC Insurance e Embraer Finance Ltd. – EFL;
- ECC Insurance & Finance Co. – domiciliada nas Ilhas Cayman, é uma companhia cativa de seguros que tem por objetivo cobrir as garantias financeiras oferecidas aos clientes e/ou agentes financiadores envolvidos nas estruturas de vendas de aeronaves da Companhia;
- Embraer Finance Ltd. – EFL – domiciliada nas Ilhas Cayman, apoia os clientes na obtenção de financiamentos de terceiros assim como fornece suporte em algumas atividades de compra e venda da Companhia;
- ECC Leasing Co. Ltd. – domiciliada na Irlanda, cujas atividades são arrendamento e comercialização de aeronaves usadas.
- Harbin Embraer Aircraft Industry Company Ltd. – HEAI – com sede na cidade de Harbin, na China, destina-se a fabricar aviões visando atender às demandas do mercado de transporte aéreo da China;
- Embraer CAE Training Services (UK) Ltd. – constituída em 2009, está domiciliada em Burges Hill – Reino Unido, com participação de 51% no capital social, tem como objetivo prestar serviço de treinamento de pilotos, mecânicos e tripulação.
- Embraer Portugal – SGPS S.A. – subsidiária integral constituída em 2008, está domiciliada em Évora, Portugal, tem como objetivo coordenar os investimentos e atividades econômicas em suas subsidiárias naquele país;
- Embraer-Portugal Estruturas Metálicas S.A. – constituída em 2008, está domiciliada em Portugal, na cidade de Évora, tem como objeto social a fabricação, montagem, manutenção e comercialização de peças, componentes e conjuntos metálicos e a execução de outras atividades tecnológicas, industriais, comerciais e de serviços relacionados à indústria de produtos metálicos;
- Embraer-Portugal Estruturas em Compósitos S.A. – constituída em 2008, está domiciliada em Portugal, na cidade de Évora, tem como objeto social a fabricação, montagem e comercialização de estruturas a partir de peças e conjuntos em materiais compostos e a execução de outras atividades tecnológicas, industriais, comerciais e de serviços relacionados à indústria de produtos fabricados com materiais compostos e não metálicos;
- Embraer (China) Aircraft Technical Services Co., Ltd – ECA – domiciliada na China, em Beijing, tem como atividade a prestação de serviços de suporte pós-venda, manutenção e comercialização de peças e componentes a clientes na China.
ECC do Brasil Cia. de Seguros – ECC – subsidiária com participação da Embraer de 99,99% no capital social, domiciliada no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, constituída em 2004 e aprovada pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, tem o objetivo de operar unicamente em seguros de crédito à exportação. Em 7 de dezembro de 2007, o Conselho de Administração da Embraer aprovou a intenção de alienação da totalidade das ações da ECC do Brasil Cia. de Seguros. Em 7 de abril de 2009, a Embraer celebrou contrato de venda da totalidade das ações da ECC do Brasil Cia. de Seguros, com condição suspensiva de aprovação do negócio pela SUSEP. Em 19 de janeiro de 2011 foi concedida a aprovação pela SUSEP.
Indústria Aeronáutica Neiva Ltda. – Neiva – subsidiária com participação da Embraer de 99,99% no capital social, localizada em Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil, atualmente está envolvida na comercialização de aeronaves agrícolas, bem como de peças de reposição deste modelo de aeronave.
Entidades de Propósito Específico – EPEs – a Companhia estrutura algumas de suas transações de financiamento de vendas de aeronaves por meio de EPEs, sobre as quais a Companhia não detém participação societária direta ou indiretamente. Mesmo não possuindo vínculo societário, a Companhia detém o controle das operações ou participa de forma majoritária dos riscos e recompensas de algumas dessas EPEs, consolidando, desta forma, essas EPEs nas suas demonstrações financeiras. As EPEs consolidadas são: PM Limited, Refine Inc., RS Limited, River One Ltd., Port One Ltd. e Table Inc. As EPEs nas quais a Embraer não figura como Controladora não são consolidadas, com base em fundamentos e análises técnicas realizadas pela Administração.
Fundos de Investimentos Exclusivos – FIE – em consonância com suas estratégias de negócios, a Companhia possui fundos de investimentos exclusivos, os quais estão consolidados nas demonstrações financeiras. Os títulos e investimentos mobiliários mantidos por meio desses fundos são registrados nas rubricas Caixa e equivalentes de caixa ou Instrumentos financeiros ativos, considerando os vencimentos originais dos títulos e as estratégias de investimento dos fundos, que preveem a negociação desses títulos em prazos que caracterizam a liquidez imediata dos valores (Notas 7 e 8).
c) Demonstrações financeiras da Controladora
As demonstrações financeiras da Controladora foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base na Lei das Sociedades por Ações, nos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e disposições complementares da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e são publicadas juntamente com as Demonstrações Financeiras consolidadas.
O balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício, a demonstração da mutação do patrimônio líquido e a demonstração dos fluxos de caixa referentes ao exercício de 2009, originalmente preparados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil até 31 de dezembro de 2009, incluindo os Pronunciamentos Técnicos do CPC 01 ao 14, apresentados para fins de comparação, estão sendo reapresentados.
2.2 Principais Práticas Contábeis Adotadas
As principais práticas contábeis adotadas na elaboração dessas demonstrações financeiras estão definidas a seguir. As práticas contábeis foram consistentemente aplicadas para todos os períodos apresentados, exceto quando diferentemente demonstrado.
a) Consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as contas das seguintes entidades:
- A Controladora e todas as subsidiárias nas quais possui participação majoritária, direta ou indiretamente, do capital da subsidiária e/ou controle administrativo;
- EPEs nas quais a Controladora não detém participação societária direta ou indiretamente, no entanto, detém o controle de suas operações ou participa de forma majoritária nos seus riscos e recompensas;
- Fundos de Investimentos Exclusivos – FIE.
Todas as contas entre entidades do grupo e transações oriundas das entidades consolidadas foram eliminadas
b) Controladas
Controladas são todas as entidades (inclusive EPEs) cujas políticas financeiras e operacionais podem ser conduzidas pela Companhia e normalmente evidenciadas por uma participação acionária de mais da metade dos direitos de voto. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia controla outra entidade. As controladas são integralmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia e deixam de ser consolidadas a partir da data em que o controle cessa. A Companhia aplica a política de tratar as operações com participações não Controladoras como operações entre acionistas. As baixas de participações não Controladoras resultam em ganhos e perdas para a Companhia e são registradas no patrimônio líquido.
O método de contabilização de compra é usado para registrar a aquisição de controladas pela Companhia. O custo de uma aquisição é mensurado segundo o valor justo dos ativos ofertados, dos instrumentos de capital emitidos e dos passivos incorridos ou assumidos na data em que o controle é transferido para a Companhia. Os custos relacionados com a aquisição são reconhecidos como despesa no período em que os custos são incorridos e os serviços recebidos. Os custos diretamente atribuíveis à aquisição são registrados no resultado do período em que são incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos, as contingências e os passivos assumidos em uma combinação de negócios são inicialmente mensurados pelo seu valor justo na data de aquisição, independentemente da proporção de qualquer participação minoritária. O excedente do custo de aquisição que ultrapassar o valor justo da participação da Companhia nos ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrado como ágio. Se o custo da aquisição for menor do que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado
c) Moeda funcional e transações em moeda estrangeira
A Administração, após análise das operações e negócios da Embraer, em relação principalmente aos fatores para determinação de sua moeda funcional, concluiu que o dólar (US$ ou dólar) é a sua moeda funcional. Esta conclusão baseia-se na análise dos seguintes indicadores:
- Moeda que mais influencia os preços de bens e serviços;
- Moeda do país cujas forças competitivas e regulamentos mais influenciam na determinação do preço de venda de seus produtos e serviços;;
- Moeda que mais influencia mão de obra, material e outros custos para fornecimento de produtos ou serviços;
- Moeda na qual são obtidos, substancialmente, os recursos das atividades financeiras;
- Moeda na qual são normalmente acumulados os valores recebidos de atividades operacionais.
Os valores em reais apresentados nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia foram mensurados utilizando-se a moeda funcional dólar, que melhor reflete o ambiente econômico no qual a Controladora está inserida e a forma como é, de fato, administrada.
A moeda funcional das entidades controladas pela Embraer é aquela do ambiente econômico do país em que estão inseridas exceto suas subsidiárias ELEB Equipamentos Ltda., Embraer Aviation Europe SAS, Embraer Asia Pacific Pte. Ltd., Embraer Spain Holding Co. SL Airholding SGPS AS e ECC Investment Switzerland AG, que possuem a moeda funcional dólar.
d) Moeda de apresentação das demonstrações financeiras
Em atendimento à legislação brasileira, estas demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em reais, convertendo-se as demonstrações financeiras preparadas na moeda funcional da Companhia para reais, utilizando os seguintes critérios:
- Ativos e passivos pela taxa de câmbio de fechamento do exercício;
- Contas do resultado, do resultado abrangente, demonstração dos fluxos de caixa e do valor adicionado pela taxa média mensal;
- Patrimônio líquido ao valor histórico de formação.
As variações cambiais resultantes da conversão acima referidas são reconhecidas em conta específica do patrimônio líquido, denominada "Ajustes acumulados de conversão".
Demonstramos a seguir os balanços patrimoniais consolidados, demonstrações consolidadas dos resultados e os fluxos de caixa consolidados em moeda funcional (dólares) e convertidos para a moeda de apresentação (reais).
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS
| Ativo |
31.12.2010 |
31.12.2009 |
01.01.2009 |
| US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
| Circulante |
|
|
|
|
|
|
Caixa e equivalentes de caixa |
1.393.110 |
2.321.199 |
1.592.360 |
2.772.618 |
1.820.710 |
4.254.999 |
Instrumentos financeiros ativos |
733.524 |
1.222.198 |
953.826 |
1.660.803 |
380.775 |
889.871 |
Contas a receber de clientes, líquidas |
348.566 |
580.781 |
406.883 |
708.465 |
448.783 |
1.048.806 |
Instrumentos financeiros derivativos |
6.794 |
11.320 |
12.720 |
22.148 |
29.936 |
69.960 |
Financiamento a clientes |
20.442 |
34.061 |
11.241 |
19.572 |
8.610 |
20.123 |
Contas a receber vinculadas |
11.631 |
19.379 |
12.038 |
20.960 |
11.504 |
26.886 |
Estoques |
2.193.368 |
3.654.591 |
2.438.538 |
4.245.983 |
2.930.079 |
6.847.595 |
Outros ativos |
275.356 |
458.797 |
215.281 |
374.844 |
240.113 |
561.144 |
|
4.982.791 |
8.302.326 |
5.642.887 |
9.825.393 |
5.870.510 |
13.719.384 |
| |
|
|
|
|
|
|
| Não circulante |
|
|
|
|
|
|
Contas a receber de clientes |
697 |
1.162 |
464 |
807 |
5.857 |
13.689 |
Instrumentos financeiros derivativos |
15.477 |
25.787 |
11.877 |
20.680 |
- |
- |
Instrumentos financeiros ativos |
52.087 |
86.788 |
24.890 |
43.339 |
68.307 |
159.633 |
Financiamento a clientes |
50.053 |
83.398 |
41.532 |
72.316 |
113.196 |
264.539 |
Contas a receber vinculadas |
526.608 |
877.435 |
473.977 |
825.288 |
467.146 |
1.091.720 |
Estoques |
4.904 |
8.171 |
6.465 |
11.257 |
7.959 |
18.600 |
Outros ativos |
237.125 |
395.097 |
183.416 |
319.365 |
164.598 |
384.665 |
Depósitos em garantia |
464.832 |
774.503 |
505.574 |
880.306 |
493.212 |
1.152.636 |
Imposto de renda e contribuição social diferidos |
139.089 |
231.750 |
171.669 |
298.910 |
10.914 |
25.506 |
Investimentos |
5 |
8 |
5 |
9 |
4 |
10 |
Imobilizado |
1.200.981 |
2.001.074 |
1.101.335 |
1.917.645 |
1.059.628 |
2.476.351 |
Intangível |
716.309 |
1.193.515 |
725.452 |
1.263.158 |
689.935 |
1.612.378 |
| |
3.408.167 |
5.678.688 |
3.246.656 |
5.653.080 |
3.080.756 |
7.199.727 |
| Total do ativo |
8.390.958 |
13.981.014 |
8.889.543 |
15.478.473 |
8.951.266 |
20.919.111 |
| Passivo |
31.12.2010 |
31.12.2009 |
01.01.2009 |
| US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
| Circulante |
|
|
|
|
|
|
Fornecedores |
750.227 |
1.250.029 |
596.339 |
1.038.345 |
1.072.411 |
2.506.226 |
Financiamentos |
72.550 |
120.883 |
592.404 |
1.031.494 |
539.012 |
1.259.671 |
Dívidas com e sem direito de regresso |
111.820 |
186.314 |
135.940 |
236.699 |
137.678 |
321.753 |
Contas a pagar |
84.439 |
140.694 |
108.084 |
188.194 |
69.963 |
163.506 |
Contribuições de parceiros |
885 |
1.474 |
884 |
1.540 |
2.492 |
5.823 |
Adiantamentos de clientes |
779.438 |
1.298.699 |
762.772 |
1.328.138 |
1.137.659 |
2.658.708 |
Impostos e encargos sociais a recolher |
79.545 |
132.538 |
64.884 |
112.976 |
57.539 |
134.468 |
Imposto de renda e contribuição social |
9.998 |
16.658 |
13.563 |
23.617 |
5.795 |
13.542 |
Instrumentos financeiros derivativos |
834 |
1.390 |
506 |
881 |
166.484 |
389.072 |
Provisões diversas |
309.594 |
515.844 |
233.475 |
406.527 |
213.442 |
498.813 |
Provisão para contingência |
7.545 |
12.572 |
10.454 |
18.203 |
9.472 |
22.137 |
Dividendos |
49.412 |
82.331 |
119.605 |
208.256 |
857 |
2.001 |
Receitas diferidas |
132.551 |
220.856 |
111.606 |
194.328 |
113.076 |
264.259 |
|
2.388.838 |
3.980.282 |
2.750.516 |
4.789.198 |
3.525.880 |
8.239.979 |
| |
|
|
|
|
|
|
| Não circulante |
|
|
|
|
|
|
Financiamentos |
1.362.215 |
2.269.723 |
1.465.937 |
2.552.489 |
1.300.757 |
3.039.870 |
Dívidas com e sem direito de regresso |
358.453 |
597.254 |
371.602 |
647.033 |
366.877 |
857.391 |
Contas a pagar |
27.590 |
45.971 |
25.012 |
43.550 |
22.115 |
51.684 |
Contribuições de parceiros |
16.789 |
27.974 |
67.718 |
117.911 |
44.267 |
103.453 |
Adiantamentos de clientes |
212.199 |
353.565 |
398.117 |
693.201 |
449.208 |
1.049.800 |
Instrumentos financeiros derivativos |
1.406 |
2.342 |
4.141 |
7.210 |
- |
- |
Impostos e encargos sociais a recolher |
453.279 |
755.254 |
427.046 |
743.573 |
343.553 |
802.884 |
Imposto de renda e contribuição social diferidos |
11.402 |
18.998 |
16.197 |
28.202 |
36.458 |
85.202 |
Garantia financeira |
219.539 |
365.795 |
257.098 |
447.659 |
172.955 |
404.195 |
Provisões diversas |
49.650 |
82.729 |
82.576 |
143.781 |
73.573 |
171.939 |
Provisão para contingência |
69.295 |
115.459 |
50.326 |
87.628 |
39.876 |
93.190 |
Receitas diferidas |
88.771 |
147.911 |
90.296 |
157.226 |
50.152 |
117.209 |
|
2.870.588 |
4.782.975 |
3.256.066 |
5.669.463 |
2.899.791 |
6.776.817 |
| Total do passivo |
25.259.426 |
28.763.257 |
26.006.582 |
210.458.661 |
26.425.671 |
215.016.796 |
| |
|
|
|
|
|
|
| Patrimônio líquido |
|
|
|
|
|
|
Capital social
|
1.438.007 |
4.789.617 |
1.438.007 |
4.789.617 |
1.438.007 |
4.789.617 |
Ações em tesouraria
|
(183.743) |
(320.250) |
(183.743) |
(320.250) |
(183.743) |
(320.250) |
Reservas de lucros
|
1.759.935 |
2.372.289 |
1.607.464 |
2.239.478 |
1.287.779 |
1.487.677 |
Remuneração baseada em ações
|
3.399 |
5.809 |
- |
- |
- |
- |
Ajustes de avaliação patrimonial
|
10.932 |
(1.801.329) |
17.005 |
(1.561.265) |
13.754 |
(1.758) |
Prejuízos acumulados
|
- |
- |
(86.103) |
(285.053) |
(100.161) |
(216.465) |
|
3.028.530 |
5.046.136 |
2.792.630 |
4.862.527 |
2.455.636 |
5.738.821 |
Participação de acionistas não controladores
|
103.002 |
171.621 |
90.331 |
157.285 |
69.959 |
163.494 |
| Total do patrimônio líquido |
3.131.532 |
5.217.757 |
2.882.961 |
5.019.812 |
2.525.595 |
5.902.315 |
| |
|
|
|
|
|
|
| Total do passivo e patrimônio líquido |
8.390.958 |
13.981.014 |
8.889.543 |
15.478.473 |
8.951.266 |
20.919.111 |
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RESULTADO
| |
31.12.2010 |
31.12.2009 |
| US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
| Receitas líquidas |
5.364.068 |
9.380.625 |
5.497.756 |
10.871.275 |
Custo dos produtos vendidos
|
(4.338.122) |
(7.582.662) |
(4.428.428) |
(8.759.483) |
| Lucro bruto |
1.025.946 |
1.797.963 |
1.069.328 |
2.111.792 |
| |
|
|
|
|
| Receitas (despesas) operacionais |
|
|
|
|
Administrativas |
(197.487) |
(346.061) |
(191.258) |
(376.199) |
Comerciais |
(374.089) |
(657.010) |
(304.602) |
(601.119) |
Pesquisas |
(72.133) |
(126.102) |
(55.643) |
(110.855) |
Outras receitas (despesas), líquidas |
9.416 |
16.730 |
(138.444) |
(256.879) |
| Resultado operacional |
391.653 |
685.520 |
379.381 |
766.740 |
| |
|
|
|
|
Receitas (despesas) financeiras líquidas |
17.573 |
30.885 |
10.247 |
16.301 |
Variações monetárias e cambiais, líquidas |
(1.080) |
(1.350) |
(68.834) |
(135.824) |
| Lucro antes do imposto |
408.146 |
715.055 |
320.794 |
647.217 |
| |
|
|
|
|
Imposto de renda e contribuição social |
(62.714) |
(114.877) |
158.147 |
290.054 |
| Lucro líquido do exercício |
345.432 |
600.178 |
478.941 |
937.271 |
| |
|
|
|
|
| Lucro atribuído aos: |
|
|
|
|
Acionistas da Embraer
|
330.265 |
573.592 |
465.195 |
912.093 |
| Acionistas não controladores |
15.167 |
26.586 |
13.746 |
25.178
|
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO FLUXO DE CAIXA
| |
31.12.2010 |
31.12.2009 |
| US$ |
R$ |
US$ |
R$ |
| Atividades operacionais: |
|
|
|
|
Lucro líquido do exercício
|
345.432 |
600.178 |
478.942 |
937.271 |
| Itens que não afetam o caixa: |
|
|
|
|
Depreciações
|
102.965 |
179.819 |
115.178 |
228.341 |
Amortizações
|
116.228 |
203.776 |
114.067 |
223.807 |
Provisão (reversão/baixa) para obsolescência dos estoques
|
(5.574) |
(7.744) |
29.400 |
50.451 |
Provisão ajuste valor de mercado
|
62.331 |
108.094 |
6.100 |
12.255 |
Imposto de renda e contribuição social diferidos
|
28.691 |
55.053 |
(186.880) |
(367.579) |
Juros sobre parcelamentos de impostos e empréstimos
|
(10.159) |
(17.489) |
21.913 |
39.026 |
Remuneração em ações
|
3.399 |
5.809 |
- |
- |
Variação monetária e cambial, líquidas
|
7.321 |
13.169 |
82.248 |
163.217 |
Garantia de valor residual
|
2.743 |
4.619 |
(1.133) |
(1.917) |
Outros
|
13.459 |
23.726 |
9.298 |
23.817 |
| Variação nos ativos e passivos circulantes: |
|
|
|
|
Instrumentos financeiros ativos
|
220.037 |
362.101 |
(458.718) |
(956.171) |
Contas a receber e contas a receber vinculadas
|
(1.716) |
(4.864) |
73.089 |
132.406 |
Financiamento a clientes
|
(17.722) |
(29.091) |
69.033 |
132.144 |
Estoques
|
118.538 |
181.229 |
473.917 |
744.196 |
Outros ativos
|
(45.705) |
(89.146) |
47.045 |
85.063 |
Fornecedores
|
153.096 |
275.401 |
(487.802) |
(902.817) |
Dívida com direito de regresso
|
(37.269) |
(64.543) |
2.987 |
4.195 |
Contas a pagar
|
(42.894) |
(73.764) |
29.710 |
50.085 |
Contribuição de parceiros
|
18.512 |
29.590 |
90.216 |
179.132 |
Adiantamentos de clientes
|
(186.219) |
(312.435) |
(468.902) |
(853.719) |
Impostos a recolher
|
7.521 |
16.700 |
(7.383) |
1.457 |
Garantias financeiras
|
(40.303) |
(68.031) |
(15.464) |
(30.700) |
Provisões e contingências
|
44.320 |
79.519 |
(58.500) |
(184.321) |
Receitas diferidas
|
19.417 |
34.643 |
38.674 |
74.731 |
Participação dos não controladores
|
(2.496) |
(4.777) |
6.626 |
11.507 |
| Caixa (usado) gerado nas atividades operacionais |
873.953 |
1.501.542 |
3.661 |
(204.123) |
| Atividades de investimento: |
|
|
|
|
Venda de imobilizado
|
29.271 |
50.314 |
28.586 |
49.925 |
Adições ao imobilizado
|
(149.640) |
(260.264) |
(184.686) |
(389.417) |
Adições ao intangível
|
(178.685) |
(313.087) |
(219.448) |
(435.115) |
Títulos e valores mobiliários
|
10.659 |
17.626 |
- |
- |
Caixa restrito para construção de ativos
|
- |
- |
(2.476) |
(5.466) |
| Caixa usado nas atividades de investimento |
(288.395) |
(505.411) |
(378.024) |
(780.073) |
| Atividades financeiras: |
|
|
|
|
Financiamentos pagos
|
(1.583.374) |
(2.766.623) |
(1.498.473) |
(2.946.469) |
Novos financiamentos obtidos
|
942.755 |
1.636.351 |
1.474.591 |
2.810.316 |
Dividendos e juros s/ capital próprio
|
(161.631) |
(280.732) |
- |
- |
Subvenção para investimentos
|
- |
(39) |
- |
- |
| Caixa usado nas atividades financeiras |
(802.250) |
(1.411.043) |
(23.882) |
(136.153) |
| (Redução) líquida do caixa e equivalentes de caixa |
(216.691) |
(414.912) |
(398.245) |
(1.120.349) |
| Efeito das variações cambiais no caixa e equivalentes de caixa |
17.442 |
(36.507) |
169.895 |
(362.032) |
| Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício |
1.592.360 |
2.772.618 |
1.820.710 |
4.254.999 |
| Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício |
1.393.110 |
2.321.199 |
1.592.360 |
2.772.618 |
e) Transações em moedas estrangeiras
As transações efetuadas em outras moedas (diferentes da moeda funcional) são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado.
Os ganhos e as perdas cambiais relacionados a ativos e passivos monetários são apresentados na demonstração do resultado como variações monetárias e cambiais, líquidas.
f) Instrumentos financeiros
Ativos financeiros – Classificação e mensuração
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: (i) mensurados ao valor justo por meio do resultado, incluindo instrumentos mantidos para negociação; (ii) disponíveis para venda; (iii) mantidos até o vencimento; e (iv) empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos.
A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.
As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação – data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo.
Os ativos financeiros são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado.
Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade.
(i) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação ativa e frequente. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "Receitas (despesas) financeiras" no período em que ocorrem. Nesse caso, as variações são reconhecidas na mesma rubrica do resultado afetada pela referida operação.
Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra e venda. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções privilegiando informações de mercado e minimizando informações geradas pela Administração.
(ii) Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são não derivativos que são designados nessa categoria ou que não são classificados em nenhuma outra categoria. Eles são incluídos em ativos não circulantes, a menos que a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. Os ativos financeiros disponíveis para venda são contabilizados pelo valor justo. Os juros de títulos disponíveis para venda, calculados com o uso do método da taxa de juros efetiva, são reconhecidos na demonstração do resultado como receitas financeiras. A parcela correspondente à variação no valor justo é lançada contra o patrimônio líquido, na conta ajustes de avaliação patrimonial, sendo realizada contra resultado quando da sua liquidação ou por perda considerada permanente (impairment)
(iii) Investimentos mantidos até o vencimento
Os investimentos em valores mobiliários que a Companhia tem habilidade e intenção em manter até a data de vencimento são classificados como investimentos mantidos até o vencimento e são registrados pelo custo amortizado.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável. Quando aplicável, é reconhecida provisão para desvalorização desse ativo.
(iv) Empréstimos e recebíveis
Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes).
Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a coligadas, contas a receber de clientes e demais contas a receber. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável. Quando aplicável, é reconhecida a provisão para desvalorização desse ativo
g) Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa compreendem numerário em espécie, depósitos bancários disponíveis e aplicações financeiras de curto prazo, usualmente com vencimento em até 90 dias a partir da data da contratação, com alta liquidez, prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Incluem-se nesta classificação operações compromissadas e Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com registro de liquidez diária na CETIP (Balcão Organizado de Ativos e Derivativos).
h) Instrumentos financeiros ativos mensurados por meio do resultado
Instrumentos financeiros ativos mensurados por meio do resultado são ativos financeiros adquiridos pela Companhia, principalmente para a finalidade de venda ou de recompra no curto prazo. Usualmente, incluem-se nesta classificação valores mobiliários com vencimentos originais acima de 90 dias na data da aplicação.
i) Derivativos e atividades de hedge
Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo, com as variações do valor justo lançadas contra o resultado, em "Receitas (despesas) financeiras", exceto quando o derivativo for designado como um instrumento de hedge.
Embora a Companhia faça uso de derivativos com o objetivo de proteção, nenhum instrumento derivativo foi designado como hedge accounting.
j) Contas a receber de clientes
As contas a receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor presente e incluem valores das receitas de contratos de construção reconhecidas de acordo com os custos incorridos. São mensuradas subsequentemente pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros efetiva menos a provisão para crédito de liquidação duvidosa.
Uma provisão para crédito de liquidação duvidosa é constituída quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos por seus clientes, como em casos de dificuldades financeiras significativas do devedor, probabilidade de o devedor entrar com pedido de falência ou concordata e falta de pagamento ou inadimplência. O valor da provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. O valor contábil do ativo é reduzido pelo uso de uma conta de provisão, e o valor da perda é reconhecido na demonstração do resultado na rubrica de despesas comerciais. Quando uma conta a receber de clientes é incobrável, esta é baixada contra a provisão para contas a receber. As recuperações subsequentes de valores previamente baixados são creditadas contra despesas comerciais, na demonstração do resultado.
O cálculo do valor presente, quando aplicável, é efetuado na data da transação com base numa taxa de juros que reflita o prazo e as condições de mercado da época. A Companhia não registra o ajuste a valor presente em virtude de não terem efeitos relevantes nas demonstrações financeiras.
k) Financiamento a clientes
Consiste na participação em financiamentos concedidos nas vendas de algumas aeronaves e são contabilizados pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetiva.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que os ativos estão registrados por valor acima de seu valor recuperável. Quando aplicável, é reconhecida provisão para desvalorização desses ativos.
l) Contas a receber vinculadas e dívidas com e sem direito de regresso
Algumas das transações de venda da Companhia são compostas por financiamentos estruturados, por meio dos quais uma EPE compra a aeronave, paga à Companhia o preço de compra, quando da sua entrega ou da conclusão do financiamento estruturado da venda, e transfere a aeronave objeto da compra ao cliente final. Uma instituição financeira financia a compra da aeronave de uma EPE, parte do risco desse crédito permanece com a instituição financeira e a Companhia oferece garantias financeiras e/ou garantias de valor residual em favor da instituição.
A Companhia classifica os riscos relativos a esta operação como sem direito de regresso quando parte do risco permanece com a instituição financiadora e com direito de regresso quando o risco permanece com a Companhia (Nota 11).
m) Estoques
Os estoques, incluindo as peças de reposição e aeronaves usadas, estão avaliados e demonstrados ao custo médio das compras ou produção, ou ao valor realizável líquido, entre esses o menor. O custo é determinado utilizando-se o método do custo médio ponderado.
Estoques de produtos em elaboração e acabados compreendem matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas gerais de produção relacionadas e, quando aplicável, estão reduzidos ao valor líquido de realização após a dedução dos custos, dos impostos e das despesas estimadas de vendas.
Uma provisão para potenciais perdas é constituída quando, com base na estimativa da Administração, os itens são definidos como obsoletos ou estocados em quantidades superiores àquelas a serem utilizadas em projetos. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação.
n) Investimentos
Os investimentos em sociedades controladas são avaliados na Controladora pelo método da equivalência patrimonial. A participação da Companhia nos resultados das sociedades controladas é reconhecida no resultado do exercício como receita (ou despesa) operacional. No caso de variação cambial de investimentos no exterior, que apresentam moeda funcional diferente da Companhia, as variações no valor do investimento decorrentes exclusivamente de variação cambial são registradas na rubrica ajustes acumulados de conversão, no patrimônio líquido da Companhia, e somente são levadas ao resultado do exercício quando o investimento for vendido ou baixado para perda.
Para o cálculo da equivalência patrimonial, os lucros não realizados nas operações com controladas são integralmente eliminados, tanto nas operações de venda da controlada para a Controladora ou entre as controladas; perdas não realizadas geralmente não são eliminadas, uma vez que se constituem em evidência de necessidade de reconhecimento de provisão para impairment desses ativos.
Quando necessário, as práticas contábeis das controladas são alteradas para garantir consistência com as práticas adotadas pela Companhia.
Os lucros não realizados nas vendas da Controladora para suas controladas são eliminados no resultado da Controladora nas contas de vendas e custos entre partes relacionadas contra a conta de receitas diferidas no passivo.
o) Imobilizado
Os bens do imobilizado são avaliados pelo valor do custo de aquisição, formação ou construção, deduzido da depreciação acumulada e das perdas por impairment.
A depreciação é calculada pelo método linear, exceto para as peças de reposição ao programa Exchange Pool, com base na vida útil estimada para o ativo. Esta estimativa leva em conta o tempo pelo qual o ativo trará retorno financeiro para a Companhia sendo revisada anualmente. As taxas utilizadas pela Companhia são divulgadas na nota 17. Terrenos não são depreciados.
A Companhia atribui valor residual para determinados modelos de aeronaves e para peças de reposição de aeronaves constantes do programa Exchange Pool. POs bens do imobilizado são avaliados pelo valor do custo de aquisição, formação ou construção, deduzido da depreciação acumulada e das perdas por impairment.
A depreciação é calculada pelo método linear, exceto para as peças de reposição ao programa Exchange Pool, com base na vida útil estimada para o ativo. Esta estimativa leva em conta o tempo pelo qual o ativo trará retorno financeiro para a Companhia sendo revisada anualmente. As taxas utilizadas pela Companhia são divulgadas na nota 17. Terrenos não são depreciados.
A Companhia atribui valor residual para determinados modelos de aeronaves e para peças de reposição de aeronaves constantes do programa Exchange Pool. Para os demais ativos a Companhia não atribui valor residual, uma vez que devido à característica desses ativos e de sua utilização, é pouco comum a baixa de quantidade de ativos vendidos e quando isso acontece, normalmente os ativos são realizados por valores irrelevantes.
Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos.
Materiais alocados a projetos específicos são adicionados a imobilizações em andamento para, posteriormente, serem transferidos para as contas definitivas do imobilizado.
Os custos dos encargos sobre empréstimos tomados para financiar a construção do imobilizado são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido.
Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação do valor de venda com o valor contábil e são reconhecidos na rubrica de outras receitas (despesas), líquidas na demonstração do resultadoara os demais ativos a Companhia não atribui valor residual, uma vez que devido à característica desses ativos e de sua utilização, é pouco comum a baixa de quantidade de ativos vendidos e quando isso acontece, normalmente os ativos são realizados por valores irrelevantes.
Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos.
Materiais alocados a projetos específicos são adicionados a imobilizações em andamento para, posteriormente, serem transferidos para as contas definitivas do imobilizado.
Os custos dos encargos sobre empréstimos tomados para financiar a construção do imobilizado são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido.
Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação do valor de venda com o valor contábil e são reconhecidos na rubrica de outras receitas (despesas), líquidas na demonstração do resultado.
Segue abaixo resumo da descrição dos itens que compõem o ativo imobilizado:
- Terrenos – compreendem áreas onde estão principalmente os edifícios industriais, de engenharia e administrativos;
- Edifícios e benfeitorias em terrenos – compreendem principalmente fábricas, engenharia e escritórios e benfeitorias compreendem estacionamentos, arruamentos, rede de água e esgoto;
- Instalações – compreendem as instalações industriais auxiliares que direta ou indiretamente suportam as operações industriais da Companhia, assim como instalações das áreas de engenharia e administrativa;
- Máquinas e equipamentos – compreendem principalmente os maquinários e outros equipamentos utilizados direta ou indiretamente no processo fabril;
- Móveis e utensílios – compreendem principalmente mobiliários e utensílios utilizados nas áreas produtivas, engenharia e administrativa;
- Veículos – compreendem principalmente veículos industriais e automóveis;
- Aeronaves – compreendem principalmente aeronaves que são arrendadas às companhias aéreas, além daquelas utilizadas pela Controladora para auxiliar nos ensaios de novos projetos;
- Computadores e periféricos – compreendem equipamentos de informática utilizados principalmente no processo produtivo, engenharia e administrativo;
- Imobilizações em andamento – compreendem principalmente obras para ampliação do parque fabril e centros de manutenção de aeronaves;
- Pool de peças – compreende peças de reposição para uso exclusivo dos clientes que contrataram o Programa Exchange Pool. Esse Programa prevê que tais clientes podem trocar um componente danificado por outro em condições de funcionamento, conforme definido no Programa. Esse estoque é depreciado com base na estimativa de vida de sete a dez anos e um valor residual médio de 35%, que a Companhia acredita ser aproximadamente o tempo de utilização e valor de realização, respectivamente.
p) Intangíveis
(i) Pesquisa e desenvolvimento
Os gastos com pesquisas são reconhecidos como despesas quando incorridos. Os gastos incorridos no desenvolvimento de projetos, compostos principalmente por gastos com desenvolvimento de produtos, incluindo desenhos, projetos de engenharia, construção de protótipos, são reconhecidos como ativos intangíveis quando for provável que os projetos irão gerar benefícios econômicos futuros, considerando-se sua viabilidade comercial e tecnológica, disponibilidade de recursos técnicos e financeiros e somente se o custo puder ser medido de modo confiável.
Os gastos de desenvolvimento capitalizados são amortizados a partir da ocasião em que os benefícios começam a ser gerados com base na entrega de aeronaves que se estima vender na implementação de cada projeto, sendo os montantes amortizados apropriados ao custo de produção.
Revisões dessas estimativas são efetuadas na ocorrência de evidências que as justifiquem.
No caso de projetos paralisados ou daqueles cuja realização é considerada improvável, os gastos diferidos são baixados ou reduzidos ao valor líquido estimado de recuperação.
Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa na rubrica de outras receitas (despesas), líquidas, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente.
(ii) Programas de computador (softwares)
Licenças adquiridas de programas de computador são capitalizadas e amortizadas ao longo de sua vida útil estimada.
Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis.
q) Redução ao valor recuperável de ativos
O imobilizado e outros ativos não circulantes, inclusive os ativos intangíveis, são revistos no mínimo anualmente para se identificar evidências de perdas não recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável.
Quando este for o caso, o valor recuperável é calculado para verificar se há perda. Quando houver perda, ela é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo ultrapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso de um ativo. Para fins de avaliação, os ativos são agrupados no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa identificáveis separadamente.
No caso de ativos intangíveis em desenvolvimento, o teste de recuperação é feito independente de haver evidência de perda..
r) Demais ativos circulantes e não circulantes
Demonstrados aos valores de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos auferidos.
s) Financiamentos
Os empréstimos obtidos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação incorridos. Em seguida, os empréstimos obtidos são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido, pelo método da taxa de juros efetiva.
As taxas pagas no estabelecimento de linhas de crédito são reconhecidas como custos da transação do empréstimo uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período de disponibilidade do empréstimo ao qual se relaciona.
Os empréstimos são classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.
t) Arrendamentos
A determinação sobre se uma transação é, ou contém, arrendamento mercantil, é baseada na essência da transação e exige a avaliação se: (i) o cumprimento do acordo depende do uso de ativo ou ativo específico; e (ii) o acordo transfere o direito de usar o ativo.
(i) Arrendamento de aeronaves
As aeronaves disponíveis para arrendamento ou arrendadas por meio de arrendamentos operacionais são registradas no balanço da Companhia como ativo imobilizado, sendo depreciadas ao longo da sua vida útil estimada. A receita de aluguel (líquida de qualquer incentivo dado aos arrendatários) é reconhecida pelo método linear pelo período do arrendamento. Aeronaves eventualmente arrendadas por meio de arrendamentos financeiros deixam de ser reconhecidas no ativo da Companhia após o início do arrendamento, sendo a receita e o respectivo custo de venda reconhecidos na data da transação do arrendamento.
(ii) Outros arrendamentos
Os arrendamentos mercantis nos quais a Companhia permanece substancialmente com todos os riscos e benefícios de propriedade são classificados como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registrados como se fosse uma compra financiada reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento (arrendamento). O imobilizado adquirido nos arrendamentos financeiros é depreciado pelas taxas divulgadas na Nota 17.
Os arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e benefícios de propriedade permanecem com o arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos feitos para os arrendamentos operacionais são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do período do arrendamento.
u) Custo de empréstimos
Custo de empréstimos atribuídos à aquisição, construção ou produção de um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos são capitalizados como parte do custo destes ativos. Os demais custos de empréstimos são reconhecidos como despesa no período em que são incorridos. Custos de empréstimos são juros e outros custos em que a Companhia incorre em conexão com o empréstimo de recursos.
v) Adiantamento de clientes
Correspondem basicamente aos adiantamentos recebidos antes das entregas das aeronaves, denominados em grande parte na moeda funcional da Companhia.
w) Ativos e passivos contingentes, obrigações legais e depósitos judiciais
Ativos contingentes – não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Companhia julgar que o ganho é praticamente certo ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos.
Provisões para contingências – provisões são reconhecidas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, sendo apenas divulgados nas demonstrações financeiras, e os classificados como remotos não são provisionados e nem divulgados.
Obrigações legais – decorrem de obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, cujos montantes são reconhecidos integralmente nas demonstrações financeiras.
Depósitos judiciais – são atualizados monetariamente e apresentados como outros ativos.
O montante registrado nas provisões é considerado suficiente para cobrir as estimativas de eventuais perdas para a Companhia.
x) Benefícios a empregados
(i) Contribuição definida
A Controladora e suas subsidiárias patrocinam um plano de pensão fechado de contribuição definida para seus empregados. Para as empresas sediadas no Brasil, o plano que estava sendo administrado pelo Banco do Brasil S.A. – BB Previdência, passou a ser administrado pela EMBRAERPREV – Sociedade de Previdência Complementar em 2010.
(ii) Benefício médico pós-emprego
A Companhia e suas subsidiárias proveem benefícios de assistência médica para seus aposentados, que tenham se aposentado em anos anteriores, não sendo mais concedido tal benefício para novos empregados.
Os custos previstos para o oferecimento de benefícios médicos pós-emprego e a cobertura dos dependentes são provisionados durante os anos de prestação de serviços dos funcionários.
A Companhia contabiliza esses benefícios reconhecendo no balanço o excesso ou a falta de provisão de fundos do plano de benefício médico pós-emprego, com base na diferença entre o valor justo do plano de ativos e a obrigação do benefício. A Companhia também reconhece alterações na provisão desse plano em outros resultados abrangentes, líquido de impostos, na medida que tais mudanças não são reconhecidas nos lucros como componentes do custo líquido do benefício.
Esta provisão é revisada anualmente na data do balanço. O custo do plano de benefício médico pós-emprego é determinado usando o método de unidade de crédito e diversas premissas atuariais, sendo as mais significativas: a taxa de desconto, a taxa de longo prazo do retorno do ativo do plano e a taxa de tendência de custo médico.
y) Lucro por ação
Nas demonstrações financeiras, a Companhia divulga o lucro básico por ação e o lucro diluído por ação. O lucro básico por ação ordinária é calculado pela divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Embraer, disponível aos acionistas pela quantidade média ponderada de ações ordinárias em aberto durante o período.
O lucro por ação diluído é calculado de maneira similar ao lucro por ação básico, exceto pelo fato de que as quantidades de ações em circulação são ajustadas para refletir ações adicionais em circulação caso as ações com potencial de diluição atribuíveis a opções de compra de ações tivessem sido emitidas durante os períodos apresentados.
z) Programa para outorga de opções de ações
O programa para outorga de opções de ações instituído pela Companhia que recebe os serviços dos empregados e como retribuição efetua o pagamento através de instrumentos de capital próprio (opções de ações de sua emissão). O valor justo dos serviços dos empregados recebidos em troca da concessão das opções é reconhecido como despesa. O montante total a ser contabilizado é determinado pelo valor justo das opções outorgadas.
A despesa total é reconhecida durante o período de aquisição, que é o período durante o qual todas as condições de aquisição sejam satisfeitas. No final de cada período, a Companhia revisa suas estimativas sobre o número de opções que se espera que sejam adquiridas. A Companhia reconhece o impacto da revisão de estimativas iniciais, se for o caso, na demonstração do resultado, com um ajuste correspondente em conta específica do patrimônio líquido.
aa) Participação nos lucros
A participação nos lucros pelos empregados é vinculada ao lucro líquido da Companhia e condicionada a atingimento de metas. Mensalmente são provisionados os valores apurados através da aplicação da proporção dos salários a pagar. As políticas determinadas para a participação nos lucros da Companhia estão descritas na nota 32.
bb) Dividendos e juros sobre o capital próprio
A proposta de distribuição de dividendos para os acionistas é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório por lei somente é provisionado na data em que são aprovados em Assembleia pelos acionistas.
Os juros sobre o capital próprio pagos ou provisionados são registrados na contabilidade como despesa financeira para fins fiscais. Entretanto, para fins de apresentação nas demonstrações financeiras, esses são apresentados diretamente como dedução do patrimônio líquido, pelo valor bruto, e os benefícios fiscais por ele gerados são mantidos no resultado do exercício.
cc) Imposto de renda e contribuição social
As despesas fiscais do período compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido.
São calculados observando-se suas alíquotas nominais de cada país, que conjuntamente, no caso das operações brasileiras, totalizam 34% – sendo imposto de renda (25%) e contribuição social sobre o lucro líquido (9%).
O imposto de renda diferido é reconhecido usando o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais de ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras.
Impostos diferidos ativos são reconhecidos sobre os prejuízos fiscais de imposto de renda, base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras, na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável seja suficiente para absorver esses créditos tributários. Essa avaliação é efetuada com base em estimativas de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações.
Os prejuízos fiscais acumulados das operações brasileiras não possuem prazo de prescrição, porém a sua compensação é limitada em anos futuros em até 30% do montante do lucro tributável de cada exercício.
dd) Garantias dos produtos
Gastos com garantia relacionados a aeronaves e peças de reposição são reconhecidos à época da entrega com base nos valores estimados a incorrer. Essas estimativas são baseadas em fatores históricos que incluem, entre outros, reclamações com garantia e respectivos custos de reparos e substituições, garantia dada pelos fornecedores e período contratual de cobertura. O período de cobertura da garantia varia de 36 a 60 meses.
Eventualmente, a Companhia pode vir a ser obrigada a realizar modificações no produto devido à exigência das autoridades de certificação aeronáutica ou após a entrega, devido à introdução de melhorias ou ao desempenho das aeronaves. Os custos previstos para tais modificações são provisionados no momento em que os novos requisitos ou melhorias são exigidos e conhecidos.
Alguns contratos de venda podem conter cláusulas de garantia de um nível mínimo de desempenho da aeronave subsequente à entrega, baseado em metas operacionais predeterminadas. Se a aeronave sujeita a esse tipo de garantia não atingir índices de desempenho requeridos depois da entrega, a Companhia pode ser obrigada a reembolsar seus clientes pelo aumento dos custos e serviços operacionais incorridos com base em fórmulas definidas em contrato. As perdas relacionadas a garantias de desempenho são registradas no momento em que são conhecidas ou quando as circunstâncias indicam que a aeronave não atingirá os requerimentos mínimos de desempenho esperados, com base na estimativa da Administração da Companhia.
ee) Garantias financeiras e de valor residual
Mediante análise do mercado e do cenário, a Companhia pode conceder, em alguns casos, garantias financeiras ou de valor residual como parte da estrutura de financiamento no momento da entrega de suas aeronaves. O valor garantido tem como base o valor futuro esperado dessas aeronaves em um determinado momento ao longo da vigência desses financiamentos e estão sujeitos a um limite máximo garantido. Caso as garantias sejam acionadas, a Companhia deverá suportar a diferença, caso haja, entre o valor garantido e valor justo de mercado da respectiva aeronave.
A provisão para garantias é determinada em bases estatísticas e com base em avaliações efetuadas por terceiros que levam em consideração, entre outros, os valores futuros das aeronaves nas datas de vencimento e dentro dos limites garantidos pela Companhia. Para fazer face ao risco de perda com essas garantias, a Companhia constitui uma provisão e sua estimativa é revisada na ocorrência de eventos que justifiquem tais revisões, quando provisão adicional poderá ser reconhecida com base nas estimativas de perda para fazer frente a essas garantias. (Nota 39).
As garantias de valor residual (Residual Value Guarantee – RVG) são contabilizadas como instrumentos financeiros de derivativos (nota 40). A exposição é mitigada pelo fato de que, para se beneficiar da garantia, a contraparte garantida deve fazer com que os ativos correspondentes atendam às rigorosas condições para devolução das aeronaves.
A Companhia mantém, em alguns casos, depósitos em garantia em favor de terceiros para os quais foram fornecidas garantias financeiras e de valor residual relacionadas às estruturas de financiamento de aeronaves (Nota 11).
ff) Receitas diferidas
Referem-se às obrigações para fornecimento de peças de reposição, treinamento, representante técnico e outras obrigações constantes nos contratos de venda de aeronaves já entregues, cujas receitas serão apropriadas quando o serviço ou produto for entregue para o cliente.
Também se encontram registrados nesta rubrica os saldos de receitas diferidas de algumas vendas de aeronaves, que, de acordo com obrigações contratuais, são contabilizadas como arrendamentos operacionais.
Na Controladora referem-se ainda ao diferimento dos lucros não realizados nas vendas para suas controladas.
gg) Demais passivos circulantes e não-circulantes
Demonstrados pelos valores conhecidos ou exigíveis, quando aplicável, acrescidos dos respectivos encargos e variações cambiais incorridos.
hh) Reconhecimento de receitas
A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como, no Consolidado, após a eliminação das vendas intercompanhias.
(i) Receitas de vendas de aeronaves e peças de reposição
As receitas de vendas de aeronaves comerciais, executivas e agrícolas, de peças de reposição e de serviços são geralmente reconhecidas no ato da entrega ou do embarque, quando os riscos e benefícios são transferidos para o cliente. Existem algumas vendas de aeronaves que, de acordo com as obrigações contratuais, são classificadas na rubrica de receitas a realizar e são levadas ao resultado à medida que as obrigações sejam cumpridas.
(ii) Contratos com múltiplos elementos
As receitas oriundas de negociação de contratos de vendas de aeronaves, que envolvem o fornecimento de peças de reposição, treinamento e representante técnico, são reconhecidas quando efetivamente realizadas..
(iii) Receitas do Exchange Pool Program
As receitas do Exchange Pool Program são reconhecidas mensalmente durante o período do contrato e consiste parte em uma taxa fixa e outra parte em uma taxa variável diretamente relacionada com as horas efetivamente voadas pela aeronave coberta por este programa.
(iv) Receitas de contratos de construção
No segmento de defesa e segurança, algumas operações consistem em contratos de longo prazo, sendo as receitas reconhecidas pelo método de custo incorrido, além do reconhecimento no ato da entrega ou embarque. Alguns contratos contêm cláusulas para reajuste de preço com base em índices preestabelecidos e estes são reconhecidos no período de competência. A adequação do reconhecimento de receitas, relativas aos contratos de vendas do segmento de defesa e segurança, é realizada com base nas melhores estimativas da Administração, quando se tornam evidentes.
(v) Receitas de arrendamentos operacionais
A Companhia também reconhece a receita com aluguel de aeronaves como arrendamentos operacionais, proporcionalmente ao período do arrendamento, e registra essas receitas como resultado de outros segmentos.
(vi) Deduções de vendas
Deduções de vendas compreendem impostos de vendas indiretos e concessões contratuais. A Companhia oferece concessões contratuais que proporcionam aos nossos clientes uma redução do montante pago pela aeronave. As concessões são contabilizadas como deduções de vendas em conformidade com a norma contábil que trata de contabilização para a consideração dada por um fornecedor a um cliente, porque as concessões representam uma redução do preço de venda.
ii) Custo dos produtos e serviços vendidos
O custo de vendas e serviços consiste no custo da aeronave, peças de reposição e serviços prestados, incluindo:
(i) Material
Substancialmente todos os custos de material são cobertos por contratos com fornecedores. Os preços nesses contratos são geralmente reajustados com base em uma fórmula de escala que reflete, em parte, a inflação nos Estados Unidos.
(ii) Mão de obra
Esses custos são denominados principalmente em reais
(iii) Depreciação
O imobilizado é depreciado com o passar de sua vida útil, variando de cinco a 48 anos, linearmente.
A depreciação de uma aeronave sob arrendamento operacional é registrada como custo dos produtos vendidos, desde o início do termo do arrendamento, utilizando-se o método linear ao longo da vida útil estimada e considerando-se um valor residual no fim do termo do arrendamento.
(iv) Amortização
Os ativos intagíveis gerados internamente são amortizados de acordo com a série das aeronaves que se estima vender e os ativos intangíveis adquiridos de terceiros são amortizados de forma linear de acordo com a vida útil prevista para os ativos.
De acordo com as normas contábeis sobre contingências, a Companhia reconhece um passivo para as obrigações associadas a garantias dos produtos na data da entrega da aeronave, que é estimada com base na experiência histórica e registrada como custo dos produtos vendidos.
A Companhia efetua transações que representam contratos de múltiplos elementos, tais como treinamento, assistência técnica, peças de reposição e outras concessões. Esses custos são reconhecidos quando o produto ou serviço é entregue ou prestado ao cliente.
jj) Despesas e outras receitas operacionais
As despesas operacionais são representadas basicamente por despesas comerciais, administrativas, com pesquisas e outras receitas (despesas) operacionais.
kk) Subvenções
Trata-se de subvenções para investimentos, recebidas da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, para desenvolvimento conjunto de projetos de inovação tecnológica, respaldados pela Lei nº 10.973/04, que trata dos incentivos à pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Estes valores são reconhecidos no resultado à medida em que os recursos são aplicados e as cláusulas contratuais são cumpridas.
As subvenções governamentais recebidas para investimentos em pesquisas que atendem às condições necessárias à sua efetivação são levadas ao resultado como redução das despesas incorridas com tais pesquisas.
ll) Receitas e despesas financeiras
As receitas e despesas financeiras são representadas principalmente por rendimentos sobre aplicações financeiras, encargos financeiros sobre empréstimos, impostos com exigibilidade suspensa, provisões para contingências (Nota 35), bem como por variações cambiais sobre ativos e passivos expressos em moedas diferentes da moeda funcional, registrados contabilmente em regime de competência.
Receitas e despesas financeiras excluem os custos de empréstimos atribuíveis às aquisições, construções ou produção dos bens que necessitam de um período substancial de tempo para estar pronto para uso ou venda, que são capitalizados como parte do custo do ativo.
mm) Regime tributário de transição
O Regime Tributário de Transição (RTT) terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária.
O regime foi optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009 e obrigatório para 2010, respeitando-se
(i) A aplicação ao biênio 2008-2009, não a um único ano-calendário;
(ii) A manifestação da opção na Declaração de Informações Econômico-Financeiras da Pessoa Jurídica (DIPJ).
A Companhia optou pela adoção do RTT em 2008. Consequentemente, para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, a Companhia adotou as prerrogativas definidas no RTT.
nn) Demonstrações dos fluxos de caixa
As demonstrações dos fluxos de caixa foram elaboradas pelo método indireto partindo das informações contábeis.
oo) Demonstração do valor adicionado
As demonstrações dos valores adicionados (DVA) foram elaboradas a partir das informações contábeis.
pp) Apresentação de informações por segmentos
As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é o Diretor-Presidente